Aquíferos


1 - Poço da Nora da Cerca

É um grande poço, magnificamente construído.

O manancial é pouco abundante e a água pouco fina.

A água é conduzida por um cano de manilhas para o tanque das Omnias de onde está canalizada para o Palácio a fim de ser utilizada pela Escola Prática de Infantaria. Ultimamente foi colocada uma bomba, no ginásio da escola, que extrai a água do poço por um encanamento especial de chumbo.

 

2 - Poço Pequeno do Jardim

Está situado quase em frente da porta norte do antigo convento, e esteve tapado durante muitos anos. Foi há pouco tempo posto a descoberto para ser reparado a fim das suas águas serem aproveitadas na época da estiagem, mas não chegaram a empreender-se estes trabalhos.

 

3 - Poço do Portão da Tapada

Este poço, cujo manancial é abundantíssimo, está situado á entrada do Jardim Real e perto da porta principal da Real Tapada.

Pertenceu à antiga escola de escultura, que ainda subsistia no princípio deste século [XIX]. Esteve por muitos anos tapado com lajes, até que em 1887, sendo presidente da Câmara Municipal de Mafra, Filipe António Jorge, actual almoxarife, pediu e obteve licença da Casa Real para fazer explorar em beneficio do publico as águas deste poço as quais são levadas a uma bica, colocada na parte exterior do muro do Jardim, para onde são extraídas por meio de uma bomba de braço. (V. processo 524 de 1887).

O processo 39 de 1873 trata também do pedido feito pelo comandante do Asilo dos Filhos dos Soldados para explorar a água deste poço, o que não chegou a realizar-se.

A água deste poço foi ultimamente considerada menos própria para beber e só é aproveitada pelo publico para serviços domésticos.

 

4 - Poço da Nora das Abegoarias

Está situado próximo às arribanas de gado, sen do o manancial de uma abundância extraordinária.

A água, que é um pouco grossa, é conduzida a um tanque que lhe está contíguo por meio de uma nora mourisca.

 

5 - Poço da Adega

Este poço é muito antigo e esteve por muito tempo abandonado. Foi ultimamente aproveitado depois das indispensáveis beneficiações para abastecimento da nova adega e do lagar de azeite.

Dista apenas 5 metros do poço antecedente com o qual parece não ter comunicação. A água é também um pouco grossa, mas nasce em quantidade apreciável, sendo conduzida para um deposito contíguo por meio de uma bomba de braço.

 

6 - Fonte da Horta

Está situada ao pé da casa da fruta e a sua água é considerada como uma das melhores que se conhecem e tanto que os médicos a recomendam para uso dos doentes, mesmo nos casos de maior gravidade.

As 3 nascentes que alimentam esta fonte, estão voltadas ao sul, cerca de 120 metros de distancia da respectiva fonte; são sempre abundantes, mais de inverno do que de verão, como é natural, e abastecem dois tanques que lhe estão próximos e que constituem os depósitos de água para regas da horta.

Estas águas foram analisadas pelo delegado de saúde, que as achou boas (V. processo 534 de 1890). Posteriormente foram limpas as nascentes, feito novo encanamento desde as nascentes até á bica do tanque e analisada novamente a nascente mais abundante, que foi julgada magnifica. esta nascente foi canalizada separadamente em tubos de grês até ao tanque.

 

7 - Chafariz das Vacas

Este chafariz é assim chamado por causa de uma arribana de gado vacum que havia próximo.

É situado nas horta, um pouco acima do tanque grande.

A sua água, que quase sempre corre em abundância, é grossa e nasce em 3 pontos diferentes do cerrado a 120 metros pouco mais ou menos a sudoeste. Actualmente é esta a única água que corre no tanque grande e é empregada nas regas da horta.

 

8 - Tanque Grande

Este imenso tanque de forma quadrilonga é um grande deposito de água de 58,80 metros de comprido por 22,40 metros de largura e 4,40 de profundidade, isto é tem a capacidade de 5:795 metros cúbicos ou 13:676 pipas.

Tem duas ou três nascentes no fundo e é além disso abastecido pelas águas do chafariz das vacas.

 

9 - Mina da Horta Nova

Esta situada ao fundo da chamada horta nova, próximo ao muro exterior da propriedade. É coberta de abobada e tem contíguo um pequeno tanque.

A sua nascente, que é um pouco abundante, fica a pequena distância da mina.

A água é pouco fina e não é aproveitada por desnecessária.

 

10 - Chafariz dos Coelhos

É assim chamado por ficar perto de uma casa que outrora serviu de coelheira.

Tem um tanque na parte mais elevada da horta nova, ao norte do tanque grande, que é alimentado por 3 nascentes que distam uns 250 metros, na direcção do pinhal da Matinha.

Este manancial é pouco abundante no inverno, e seca quase sempre no verão. A sua água é pouco fina e quase nunca é aproveitada por desnecessária.

 

11 - Fonte das Aulas

A nascente desta fonte existe numa rocha da alameda, ao sul do Real Edifício, e distante deste cerca de 60 metros. Abastece a fonte denominada das aulas, onde a água é levada por um encanamento de ferro. (V. processo 246 de 1834).

Esta nascente é abundante de inverno e escassa no verão, mas ainda assim é suficiente para os gastos usuais do palácio e mesmo para os extraordinários das jornadas de Suas Majestades a Mafra.

 

12 - Mina da Cerca

É a que existe encostada ao muro da cerca e que tem uma clarabóia no canto da mesma cerca, próximo das terras da Vela.

Esta mina termina próximo do convento, e está hoje abandonada por não produzir água, em consequência dos desabamentos que nela tem havido.

 

13 - Nascente das Terras da Vela

Esta nascente está situada nas terras da Vela a 30 metros do muro da Cerca, quase no sítio por onde passava a antiga estrada que ia ter ao sul do antigo convento.

Os trabalhos para o aproveitamento desta nascente, foram executados pela Escola Prática de Infantaria a pedido do respectivo comandante.

Actualmente esta água está canalizada em tubo de chumbo para a Escola Prática de Infantaria.

 

14 - Nascente da Terra da Casa

Esta nascente existe também no alto da Vela, na chamada terra da Casa, foi mandada explorar pelo actual almoxarife, mas estão parados os trabalhos, apesar do manancial ser muito abundante.

A posição que esta nascente ocupa, em relação ao Real Edifício, dá-lhe um grande valor pela facilidade que haverá em fazê-la conduzir aos andares mais elevados do antigo convento.

Ultimamente a Escola Pratica de Infantaria canalizou uma parte desta água em tubo de chumbo para abastecer as habitações da maioria dos oficiais, mesmo os que habitam os andares mais elevados do palácio.

 

15 - Nascente da Vinha da Velha

Esta nascente acha-se encanada para o aqueduto da Câmara Municipal, por estar muito próxima dele e não ser necessária para os usos desta propriedade.

A exploração desta água foi feita pela Casa Real em 1868 (v. processo 123 de 1868), a pedido da Câmara Municipal, que pretendia fazer a exploração á sua custa, ao que a Vedoria da Casa Real não acedeu para não dar direito à Câmara de devassar a propriedade.

A quantidade de água produzida por esta nascente em 6 de agosto de 1868 era apenas de 168 litros em 24 horas.

O processo 123 de 1868, contém o pedido da Câmara Municipal para explorar uma nascente de água (n.º 14) no alto da Vela e a informação do almoxarife. O mesmo processo também se refere á exploração de uma água pela Câmara Municipal no alto da Vela (n.º 15), a qual foi embargada pelo almoxarife.

 

16 - Minas do Almarjão

As minas do Almarjão são assim denominadas por estarem nas terras da Real Tapada, conhecidas por aquela designação.

As nascentes destas minas são 5, distribuídas da seguinte forma: uma, no pinhal da Vela, próximo do forno da telha; outra um pouco mais abaixo próximo da carreira do tiro; e três a pequena distancia uma das outras, nas terras do Almarjão.

As águas destas nascentes são conduzidas por um encanamento de manilhas desde a boca da mina até ao aqueduto principal, que vem do Sonível, dando entrada na casa de água da rua dos Arcos.

Na planta na escala de 1/5000 levantada em 1898, estão detalhadamente indicados os pontos em que estas nascentes correm em canos de manilhas e quais são os sítios onde há minas.

 

17 - Poço da Vela

Este poço está situado no pinhal da Vela, próximo ao forno da telha e tijolo, em cuja fabricação a sua água, aliás muito regular, é aproveitada.

 

18 - Mina da Vermelha

Esta mina está situada na baixa, ao sul da porta da Vermelha. A sua água é muito fina, mas escasseia bastante no verão. Foi por esta circunstancia que se abriu o poço da Vermelha.

 

19 - Poço da Vermelha

Está situado próximo á porta da Vermelha, ao sul da casa de habitação do porteiro e foi aberto por este, a seu pedido por ser fraca a produção da mina da Vermelha, e empedrado pelo pedreiro do Almoxarifado.

A produção desta nascente é muito regular e é de grande utilidade naquele sítio, onde se nota grande falta de água.

 

20 - Tanque da Murteira

Este tanque e a respectiva nascente estão no alinhamento da carreira do tiro, onde já existiam ha muitos anos, completamente abandonados, até que ultimamente, reconhecendo o actual almoxarife que esta água podia ser aproveitada, mandou proceder aos necessários trabalhos de limpeza, encontrando-se hoje em estado de ser utilizada toda a água.

Esta água também pode ser encaminhada para o aqueduto do Sonível que passa a pouco mais de 150 metros.

A nascente é pouco abundante e seca em anos de maior estiagem.

 

21 - Mina da Murteira

Esta mina tem a nascente 50 metros acima do aqueduto geral do Sonível, com o qual está ligada por um encanamento de alvenaria.

 

22 - Nascentes da Valada ou do Juncal

Encontram-se estas duas nascentes ao sul da carreira do tiro, a 200 metros do muro sul do exterior da Tapada, próximo do caminho da Murteira.

As águas destas nascentes atravessam a carreira do tiro em cano de alvenaria junto à plataforma de 600 metros e vão entrar no aqueduto geral do Sonível, no sitio conhecido pela designação da casa de água, que passa aproximadamente distanciado delas, cerca de 250 metros.

 

23 - Fonte da Gondrinha

Esta fonte é muito antiga e encontra-se no vale da Azenha ou do Cuco entre o pinhal do Odreiro e a horta do Camões. Está junta do caminho que vai para o pinhal do Serralheiro e serve actualmente para dessedentar a caça porque não está limpa e em condições de ser utilizada pelo pessoal da Tapada. Esta nascente costuma secar de verão.

 

24 - Fonte da Murgeira

Está situada, um pouco ao sul (cerca de 200 metros) da porta deste nome.

As duas nascentes que alimentam o tanque desta fonte estão muito próximas dele e são pouco abundantes.

Este tanque, que estava ha pouco tempo completamente entulhado, e abandonado, foi ultimamente mandado limpar pelo actual almoxarife com o fim de serem as águas aproveitadas pelo gado e pela caça.

 

24 A - Poço do Telheiro da Cal

Este poço foi aberto ha pouco tempo e é muito abundante de água. É utilizado para a extinção da cal e para o gado beber.

 

25 - Fonte da Água Férrea e Purgativa

Esta fonte fica perto e ao poente do chafariz denominado da Água Férrea, a pequena distancia do Barracão e a 50 metros do muro que divide a 1.ª da 2.ª Tapada.

Estas águas correm em duas bicas, numa casa abobadada e em plano inferior ao terreno natural, para a qual se desce por uma escada de 8 degraus. Não foram ainda submetidas a uma análise rigorosa e por isso não se conhece o valor das suas virtudes terapêuticas.

O processo 534 de 1890, contém o pedido de uma porção de água destas nascentes para ser analisada, mas não consta dele o resultado da análise.

 

26 - Chafariz da Água Férrea

Fica a menos de 40 metros da fonte antecedente.

Tanto o tanque como as nascentes deste chafariz estão abandonadas, sendo por isso aproveitadas as águas, para o gado beber, em uma pia que está junto ao tanque.

 

27 - Chafariz da Murgeira ou do Muro Seco

Está situado a 200 metros aproximadamente da cancela do Muro Seco, para o lado do norte e à beira do caminha que vai ter às ruas do Salgueiro e da Boa Vista. Tem tanque e duas nascentes que lhe ficam a pequena distancia.

Foi limpo há pouco tempo e as nascentes são abundantes e de boa água.

 

28 - Chafariz da Mijaseca

Está situado na encosta do monte do Barácio junto ao caminho denominado -- rua do Abade - que vai para a ponte da Cuba e porta do Vale da Guarda. Tem tanque e o seu manancial é bastante escasso, chegando a secar de todo na ocasião de grande estiagem.

 

29 - Minas do Sonível

Estas nascentes são as mais abundantes da Real Tapada e as que se aproveitaram para serem canalizadas para o antigo convento.

As águas nascem em 12 pontos diferentes da encosta norte do monte onde está o forte do Sonível e no pequeno vale que separa este monte do alto do Barácio e que é conhecido pelo Vale do Arco.

A extensão total do aqueduto até ao Real edifício é de 4560 m,0 ou 5402 m,0 contando com os diferentes ramais que se encontram desde a sua origem no Sonível até ao convento.

A directriz deste aqueduto e de todos os ramais e nascentes que o alimentam acha-se representada na planta na escala de 1/5000, encontrando-se, porém, mais detalhadamente indicada no projecto apresentado pelo engenheiro, senhor Alberto Monteiro ao Ministério das Obras Publicas em 20 de Dezembro de 1897, do qual existe uma cópia no arquivo da Administração da fazenda da Casa Real, oferecida por aquele engenheiro.

Segundo este projecto a água produzida por todas as nascentes do aqueduto do Sonível era em fins de Julho de 1897, 38.709 litros, perdendo-se portanto no trajecto a enorme quantidade de 22.540 litros.

 

30 - Fonte do Abade

Esta fonte, cuja água é de superior qualidade, fica situada um pouco abaixo das ruínas do Casal do Abade e mesmo á beira do caminho, em grande declive, que conduz à ponte da Cuba e ao vale da Guarda.

A nascente é pouco abundante, mas carece de ser limpa e reparada para a água poder ser aproveitada pelos passageiros e pela caça.

Sua Majestade El Rei o Senhor D. Pedro V, de saudosa memória. Apreciava muito o chá feito com a água desta fonte.

 

31 - Chafariz do Abade

Este chafariz está situado á beira da rua da Boa Vista, um pouco adiante da ponte da Enxovia, na encosta em que se acha o antigo Casal do Abade, hoje em ruínas.

Tem tanque e possui um manancial abundante de boa água que serve, assim como a de todos os chafarizes da Tapada, para dessedentar o gado bovino e a caça grossa.

 

32 - Chafariz da Macieira

Está situado quase ao fim da rua da Boa Vista, junto do caminho que liga aquela rua com o Forno de cal e Celebredo.

O manancial é pouco abundante, mas a água é muito boa.

 

33 - Bica do Guardião

Esta bica cuja água é considerada como uma das melhores desta Real propriedade, fica na encosta do monte da Milhariça, quase ao fim do caminho que do casal do Abade vai para a fonte da Milhariça e para a antiga porta da Abrunheira, que está hoje tapada.

Diz-se que esta fonte foi mandada construir por um antigo guardião do convento de Mafra que tinha em grande apreço esta água, de que fazia constante uso.

 

34 - Chafariz do Celebredo

Está situado ao pé do palacete e cozinha do mesmo nome.

Tem tanque e as duas nascentes que nele correm são fracas chegando a secar na maior força do Verão.

 

35 - Biquinha

A fonte da Biquinha encontra-se um pouco adiante do Forno da Cal, junto do caminho que vai do Celebredo para a ponte da Cuba e Vale da Guarda.

A nascente está na encosta sul do monte da Tojeira, sendo a água conduzida até à Biquinha por um encanamento de manilhas.

 

36 - Chafariz das Taipas

Está situado ao pé do Cerrado das Taipas, junto do caminho que vai do Celebredo para a ponte da Cuba.

Tem 6 nascentes em diversos pontos da encosta, que produzem uma grande quantidade de água, a qual se acha encanada para o tanque que ultimamente foi concertado e que serve de bebedoiro ao gado e à caça grossa.

 

37 - Chafariz dos Alamos

Este chafariz fica á esquerda do caminho que vai da Cuba para a porta do Vale da Guarda.

Possui as nascentes mais volumosas que se conhecem nesta propriedade; a água, porém, é pouco fina.

Cerca de 100 metros abaixo deste chafariz e á beira do mesmo caminho brota naturalmente uma nascente, assaz abundante, cuja água se não aproveita por desnecessária naquele ponto.

 

38 - Fonte de João Martins

Está situada nos pinhais da Chanquinha, quase nos confins da propriedade. perto da antiga porta da Abrunheira.

A água é boa mas pouco abundante por causa do abandono em que estão as nascentes, os encanamentos e o tanque.

 

39 - Chafariz da Chanquinha

Este chafariz está situado no vale da Chanquinha, próximo dos pinhais conhecidos pela mesma designação, e recebe as águas que nascem fora desta Tapada no antigo casal do Valério.

O Tanque, os encanamentos e as nascentes estão abandonadas, existindo até algumas clarabóias, fora da Tapada, que já foram entulhadas pelos donos ou rendeiros das propriedades em que eles se acham.

 

40 - Nascente dos Currais da Chanquinha

Esta nascente não está explorada e encontra-se junto ao caminho que vai pelo fundo do vale, para os antigos currais da Chanquinha e vale da Choupa.

 

41 - Nascente da Mijadavelha

A água desta nascente brota naturalmente na encosta do monte que está a sudoeste da porta do Vale da Guarda a 330 metros aproximadamente daquele ponto.

É fresca e fina, mas pouco abundante por não ter sido ainda explorada.

 

42 - Poço do Vale da Guarda

Este poço está aberto no fundo do vale a 50 metros da porta do Vale da Guarda e das casas de habitação do guarda.

É abundante e a água é utilizada em lavagens de roupa e nas regas do terreno que o guarda tem para amanhar.

 

43 - Fonte da Tojeira

Fica no alto do monte da Tojeira, a 200 metros aproximadamente ao norte das ruínas do antigo casal deste nome.

A nascente é pouco abundante mas carece de ser aproveitada por estar em um dos pontos da Tapada, onde ha grande falta de água. Esta fonte seca no verão,

 

44 - Nascente do Alto dos Barros

Esta nascente encontra-se próximo do caminho que vai do Vale da Guarda para a porta do Telhadouro, adiante do antigo casal dos Barros e quase na origem do Vale das Éguas.

É pouco abundante por não se achar explorada, o que bastante falta faz para a dessedentação do gado e da caça que gostam muito daquele local.

 

45 - Fonte da Fórnea

Está situada mesmo ao pé do antigo casal, com aquela denominação. Esta fonte estava completamente soterrada a ponto de se ignorar a sua existência.

Foi o actual almoxarife que mandou fazer a pesquisa da nascente e a desobstrução do antigo tanque, que hoje serve como as restantes para a dessedentação do gado e da caça.

 

46 - Nascente do Alto dos Palheiros

Esta nascente encontra-se na encosta que fica sobranceira ao Celebredo, dentro do olival que foi ultimamente plantado e em magnifica posição para ser utilizada no Celebredo, para onde se procede nesta ocasião à colocação de um encanamento de chumbo, que deve abastecer este chalet e um bebedoiro para o gado.

(Em 14 de novembro de 1900 averiguou-se que a sua produção era superior a 100 litros por dia).

 

47 - Nascente do Charco

Esta nascente, como o seu nome indica, é propriamente um charco, onde costuma haver sempre água, mesmo nos tempos de maior estiagem.

Fica num terreno elevado, entre os vales da Barrela e da Fórnea, não muito distante do muro externo do norte da propriedade.

 

48 - Nascente do Vale da Barrela

Esta nascente está no vale da Barrela, entre o caminho e a regueira do mesmo vale. É abundante e nunca seca.

Actualmente está abandonada, mas houve tempo em que esta água era aproveitada pelos rendeiros da Tapada.

 

49 - Fonte das Grades

Está situada nas proximidades do muro exterior do Norte da Tapada a sudoeste da porta do Telhadouro.

A nascente é pouco abundante e a água de sofrível qualidade, sendo aproveitada pelo guarda da porta do Telhadouro.

 

50 - Chafariz do Telhadouro

Este chafariz está a pouca distância da porta do Telhadouro, entre os caminhos que vão para o Celebredo e para o vale da Guarda.

O manancial é abundante e as águas vão cair num grande tanque, onde o gado e a caça vão beber.

O encanamento e tanque foram consertados em 1899.